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Interseccionalidade para além do conceito: ações de mulheres negras no Brasil

Com embasamento no conceito filosófico Interseccionalidade, proponho nesse curso, entender sob o prisma do cruzamento gênero, raça e classe, perceber como torna as mulheres [1]negras faveladas e periféricas, a sua história específica, e como a percepção dela se torna uma ferramenta e permeia a luta e sobrevivência da população negra e periférica. Tomando como artigo base para ampliar o campo de visão e se aprofundar na questão, o da filósofa Sueli Carneiro, que é denominado de Gênero e Raça na Sociedade Brasileira.

[1] Entende-se nesse curso a pluralidade do que é ser mulher. Na temática e discussões dessa tese me refiro ao recorte de mulheres negras cis faveladas. Compreendemos essa nota como essencial com o intuito de garantir que a perspectiva dessa discussão não invisibilize as múltiplas narrativas do que é mulher.

A noite não adormece nos olhos das mulheres. (Conceição Evaristo – Em memória de Beatriz Nascimento)

R$ 60,00 R$ 35,00

Descrição

O conceito filosófico interseccionalidade é levantado na primeira aula do curso  (11/08/20210 - 19h30)  como meio de entendimento, permeante, para explanar blocos de opressões, aqui fazemos a análise do bloco gênero, raça e classe, que impacta, especialmente, mulheres negras cis faveladas. Entendendo que raça se trata e tem em sua essencialidade, excluir, apagar, violentar e assassinar corpos negros. E que gênero tem formas de compreender a pluralidade de ser mulher e de também levar esse ser mulher a campos de apagamento, exploração e violências. E classe, uma estruturação capitalista, que coloca uma pequena parte da população em vantagens econômicas e de vida, já outras em extrema miséria e mazelas. Todos compõem Interseccionalidade.

Na segunda aula (18/08/20210 - 19h30) começamos a discutir as consequências da interseccionalidade, a população negra precisou (historicamente) engendrar estratégias e ações para escapar e atacar as opressões, pelas quais foram submetidas, por serem colocadas como o Outro do Outro. Opressões essas onde as mulheres negras são vistas e colocadas como a última depois de ninguém, conforme Sueli Carneiro aponta. A reação, ação e estratégias sempre foram algo eminentes e cruciais, tendo como papel e estratégico essencial e de destaque o da mulher negra favelada, que se entrou historicamente nessa linha de frente e crucial para a sobrevivência sua e da própria comunidade.

Pesquisadores, academias e instituições do Brasil e de toda a América latina, precisam contribuir cada vez mais para esses processos de mudanças, de fim das violências e apagamentos, através do trabalho científico, fornecimento de recursos econômicos e reflexão profunda e ampliada sobre a temática que é emergente. Assim teremos culturas e pessoas mais vivas e cada vez mais plural, que entendem suas diferenças sem discriminações e o papel essencial de contribuição para exclusão de tantas mazelas implantadas.

Será demonstrado nesse curso, dentro dos aspectos de raça, gênero e classe, como são formadores da interseccionalidade e o quanto houve e é importante a organização e vivência das mulheres negras. Como um projeto de reflexão e transformação social. Ressaltando a história de luta e resistência das mulheres negras, onde elas têm sido protagonistas, fazendo uso da memória cultural ancestral.

No final será enviada as gravações, bibliografia utilizada e declaração de participação.

  11/08/2021 - 18/08/2021 | 19:30

 Aulas disponíveis após o curso

  Duração: 3:00

  Capacidade de até 50 pessoas

  Condições de Cancelamento: Gratuito - reembolso integral



Quem faz

Mayara Caldeira , cria do Capão Redondo, filósofa (PUC-SP), pesquisadora sobre feminismo negro e interseccionalidade (CNPQ) e Co Fundadora do quilombo cursinho popular conceição evaristo. Também ativista pela causa negra, feminista, favelada e pela educação popular. 

Categoria: Atividade ao vivo Tags: África