Panorama da Literatura Afro-Brasileira: De Henrique Dias a Conceição Evaristo

R$120,00

É fácil constatarmos, nas vitrines de grandes livrarias, a ausência de nomes, sobretudo de brasileiros e brasileiras, ausentes ou completamente ignorados entre os chamados “clássicos” da literatura. O curso mostrará como autores e autoras afro-brasileiros vêm sendo preteridos pelo mercado editorial desde os primórdios dos movimentos literários e da formação das escolas literárias entre nós.

O objetivo do curso é ampliar o repertório dos alunos e participantes sobre a contribuição literária de autores e autoras afro-brasileiros e desenvolver o interesse sobre os nossos autores e o acesso à literatura no contexto das escolas literárias no Brasil.

Serão quatro encontros online, nos dias 22 a 25 de setembro, sempre às 19h

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Descrição

Contar uma história não tarefa fácil para ninguém, sejam de escritores ou não. Convencer pela escrita, tornar-se aceita pelo gosto e pela qualidade daquilo que se conta ou se escreve, é algo que demanda uma série de fatores, que, muitas vezes, nada tem a ver com profissionalismo ou mérito. Na história da literatura brasileira, parcela significativa de autores e autoras padecem por motivos ainda subjetivos: são negros.

É fácil constatarmos, nas vitrines de grandes livrarias, a ausência de nomes, sobretudos de brasileiros e brasileiras, ausentes ou completamente ignorados entre os chamados “clássicos” da literatura. Sem mencionar aqui nomes (mas que depois serão ditos e comparados), há uma gama de autores não negros, sobretudo autores homens, que tem presença constante, independente da obra que publiquem, não só no lugar de honra das livrarias, bem como nas páginas dos jornais, sobretudo nos suplementos literários, na publicidade de revistas especializadas ou entre os destaques nos grandes encontros, feiras e festas literárias.

O que veremos no curso é como autores e autoras afro-brasileiros vêm sendo preteridos pelo mercado editorial desde os primórdios dos movimentos literários e da formação das escolas literárias entre nós. Salvo raríssimas exceções, num período e outro, a regra tem sido clara para estabelecer parâmetros de desigualdades e estabelecer uma criminosa invisibilidade de profissionais das letras cuja contribuição, como veremos, constituiu um marco no estabelecimento dos fundamentos de nossa nacionalidade literária, bem como demandaram transformação e pioneirismo marcados por obras de grande qualidade e merecimento nas épocas em que foram escritas e lançadas.

O curso também irá ressaltar a importância da escrita. Através de exemplos da produção desses autores, veremos como o tom, o gênero e o tema abordado, se materializam no estilo do texto.

Encontro I 
Esta primeira etapa abordará os primeiros registros escritos (ou literários) no Brasil, ainda no primeiro século do “descobrimento”, onde já se manifestavam, pelas letras, personalidades negras, identificando, desta forma, o letramento da população afro-brasileira ou estrangeira (africana) residente no país, mas que se abrasileiraram por completo, uma vez que aqui viverem desde a mais tenra idade. Destacam desses nomes: Henrique Dias, Padre Antônio Viera, Rosa Maria Egipcíaca, Domingos Caldas Barbosa e Silva Alvarenga.

De 19h às 19h50: Henrique Dias, Padre Antônio Vieira
Das 20h às 20h50: Rosa Maria Egipcíaca e Domingos Caldas Barbosa
Das 21h às 21h30 : Silva Alvarenga

Encontro II
Esta segunda etapa abordará os registros escritos de escritores com forte identidade literária, trazendo uma personalidade bem mais definida quanto à questão da nacionalidade e dentro de uma defesa da cultura e de afirmação de uma possível literatura brasileira, mas ainda muito espelhada nas conformidades do que era produzido na Europa, especialmente em países como a França, que muito influenciou a literatura brasileira até o final do século 19, e da portuguesa, sobretudo em se tratando dos poetas, cujas obras aqui ecoaram mais forte do que as de prosa, com raras exceções. Ainda assim, nossos autores afro-brasileiros feriram a nota do africanismo, com denúncias sobre o cativeiro, numa nítida antecipação do que aconteceria, de forma mais radical, a partir do movimento abolicionista. Mas há um tom de inovação tecnológica, de domínio da ferramentaria da escrita, com forte protagonismo e pioneirismo. Destacam entre os nomes desse período: Teixeira e Sousa, Paula Brito, Gonçalves Dias, Machado de Assis e Maria Firmina dos Reis.

Das 19h às 19h50: Teixeira e Sousa, Francisco de Paula Brito
Das 20h às 20h50: Gonçalves Dias e Machado de Assis
Das 21h às 21h30: Maria Firmina dos Reis

Encontro III  
Esta terceira etapa abordará os escritores, trazendo a personalidade de cada um quanto à questão racial, mas numa forte afirmação de defesa da cultura e da literatura brasileira, mas com viés do africanismo, com denúncias contra o cativeiro, numa nítida filiação ao movimento abolicionista que contagiaria todo o país. Destacam entre os nomes desse período: Luís Gama, Cruz e Sousa, José do Patrocínio e Auta de Sousa.

Nesse aspecto serão estudados e comentados:

Das 19h às 19h50: Luís Gama, Cruz e Sousa
Das 20h às 20h50: Auta de Sousa e José do Patrocínio.

Encontro IV
Esta quarta etapa marca o período mais forte da literatura brasileira produzida por homens e mulheres negros de forma moderna. Alguns nomes figuram entre os maiores escritores do país, com obras no cânone da nossa melhor literatura. Inovadora, tecnológica, estes autores estabeleceram o mais alto padrão para a forma da escrita brasileira. Destacam entre os nomes desse período: Lima Barreto, Mário de Andrade e Ruth Guimarães.

Nesse aspecto serão estudados e comentados:

Das 19h às 19h50: Lima Barreto, Mário de Andrade
Das 20h às 20h50: Antonieta de Barros, Solano Trindade
Das 21h às 21h30 : Carolina Maria de Jesus, Ruth Guimarães e Conceição Evaristo.

Comentaremos ainda durante o curso os autores

  • Oswaldo de Camargo
  • Ana Maria Gonçalves
  • Paulo Lins
  • Joel Rufino dos Santos
  • Nei Lopes
  • Elisa Lucinda
  • Oliveira Silveira
  • Ana Paula Maia
  • Eliana Alves Cruz
  • Giovani Martins

Data: 22/09/2020

Data: 22/09/2020

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Capacidade: Até 42 pessoas

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